CIRCO K – “O QUE SONHA UM HOMEM?”
Os ensaios da nova experiência artística: CIRCO K começaram antes do carnaval…
Grupo Matula Teatro, Boa Companhia e os atores convidados: Ricardo Harada, Gustavo Valezi, Esteban Alvarez Campos, Silas Oliveira, Luciana Mitkiewicz e Erico Damineli já entraram em campo!

Verônica Fabrini
Os atores envolvidos na criação sob a batuta de Verônica Fabrini, de cara foram lançados a uma provocação: “O que sonha um homem?”
- a mão macia da mãe?
- um parque, um carrossel?
- tardes mornas?
- elfos, ciladas?
- uma bela dama rosada?
- os aplausos?
- a viagem?
- …???

Preparação Musical: Eduardo Osório, Melissa Lopes, Moacir Ferraz e Silas Oliveira (Foto de Claudia Echenique)
E você, o que acha? “O QUE SONHA UM HOMEM?”
A cada semana, enquanto respondemos cenicamente a essas provocações, a gente segue daqui de um jeito ou de outro, te provocando também.
Até breve!
Matula(s)
EXILIUS NO III AMERICANA MOSTRA
No último domingo participamos do III Americana Mostra!
À convite do Fábrica das Artes encerramos a programação do evento!
A apresentação foi muito bacana e apesar da chuva, o público lotou o teatro e a Mostra bateu recorde de público: durante as três semanas, 1,3 mil pessoas prestigiaram o evento.
Deixamos aqui um agradecimento especial a toda equipe que idealizou a Mostra e um abraço bem forte no nosso parceiro Carlos Justi!!
Aqui vão algumas imagens para vocês se deliciarem!!
Agora chega de trabalhar!! Bóra pro Carnaval, gente!!
Inté semana que vem!!
Matula(s)
TROCAS PRECIOSAS
Queridos amigos do Matula!
Temos recebido diversas manifestações muito carinhosas a respeito do nosso trabalho! Essas trocas têm acontecido via emails, posts no facebook e comentários em nosso site/blog.
Esse retorno tem sido muito importante para redimensionar o nosso fazer teatral e o olhar para cada uma de nossas ações, seja dentro ou fora da cena.
Uma dessas manifestações veio da artista plástica Eni Ilis Rivelino, que depois de ter assistido aos espetáculos EXILIUS e AGDA, nos presenteou com dois lindos desenhos, que estamos compartilhando aqui em nosso blog!
Depois de ter visto o espetáculo EXILIUS e lido a matéria da revista “Caros Amigos”, Enni nos escreveu: “Porque é justo começar a ver o outro – penso muito nisso, e sinto que apesar de se falar, falar, falar, falar o que menos se percebe é o outro e, em decorrência, nós mesmos. E isso não é clichê ou frase de efeito, mas o empobrecimento que nos legaram com esse mundo”.
Enni nós compartilhamos muito de sua opinião e também acreditamos que esse encontro que acontece no teatro é sim uma possibilidade real de ver o outro. E ver o outro é ver a nós mesmos!
Muito obrigado por suas palavras, pelos desenhos que são lindos e pela possibilidade dessa troca!
Um grande abraço,
Matula(s)
CAFÉ DA MANHÃ NA ROSA DOS VENTOS
Na semana passada tivemos a visita de pessoas muito queridas, aqui na sede, Rosa dos Ventos!
Aqui vão duas fotinhos bem bonitas só para ficar registrado a alegria que tivemos em receber essas pessoas muito especiais!!

Manhã bonita e gente querida! Com Luiz Fernando, Verônica fabrini, Erika Cunha, Bruno Cardoso, Anna Kuhl, Melissa Lopes, Claudia Echenique e Ileana Diéguez
Esse encontro só foi possível graças ao Simpósio Internacional Corpo em Arte, organizado pelo Grupo Temático Memória e Pequenas Percepções (composto pelos pesquisadores: Renato Ferracini, Patrícia Leonardelli, Ana Caldas Lewinhson, Ana Clara Amaral, Flávio Rabelo, Miguel Dahma, Quesia Botelho, Cristiane Tagushi, Tadeu Amaral e as atrizes do Matula, Melissa Lopes e Alice Possani) e pelos nossos parceiros do LUME TEATRO!

Na ordem: Quesia Botelho, Fernando Villar, Verônica Fabrini, Luiz Fernando Ramos, Melissa Lopes, Ileana Diéguez, Anna Kuhl e Erika Cunha. Fotógrafa Claudia Echenique
E que venham mais cafés da manhã como esse… que tem como pretexto o simples prazer do ENCONTRO!
Matula(s)
EXILIUS NO III AMERICANA MOSTRA
Quer conhecer um pouquinho do espetáculo?
E aqui vai o link do blog onde a atriz relata o processo de criação do espetáculo desde o início de sua pesquisa: http://www.projetoexilius.blogspot.com/
ESPETÁCULO EXÍLIUS – NA REVISTA CAROS AMIGOS
Estamos muito felizes, Amanda Cotrim já embarcou para terras cubanas, mas nos deixou um presente maravilhoso! O primeiro solo do Grupo Matula Teatro virou notícia na revista CAROS AMIGOS deste mês!
Segue o texto da entrevista ( quem quiser pode conferir a matéria em http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2473-exilius-denuncia-muro-da-vergonha-sobre-os-saharauis)
Título:
Atriz Erika Cunha repassa no palco o que viveu junto às crianças saharauis
Por Amanda Cotrim
Especial para Caros Amigos
A menor máscara do mundo é o nariz, quase sempre vermelho, do palhaço, já diziam os mestres da linguagem “clownesca”. Mas onde estaria o menor palco do mundo? E o que faz de uma dramaturgia teatral um grande espetáculo? Certamente não é o seu espaço (material) cênico, como garante o espetáculo-solo “Exilius”, que estreou com postura de gente grande, no palco do teatro do Sesc Campinas, no mês de janeiro – e será apresentado domingo (12), no Americana Mostra (clique e leia mais) em Americana (SP). A atriz do grupo Matula Teatro, de Campinas, Erika Cunha, subverteu: realizou o monólogo em cima de uma carriola de construção civil, para falar sobre uma guerra que está acontecendo no deserto do Saara, onde 250 mil pessoas vivem na condição de refugiados em acampamentos desprovidos de qualquer condição de dignidade, em terras cedidas pela Argélia; eles estão separados por um muro de 2.500 quilômetros – conhecido como o ‘Muro da Vergonha’- o qual divide o território norte e sul e exila o povo saharaui. “A maior dificuldade foi encontrar segurança para permanecer nesse carrinho, habitar esse lugar, criar movimentos e ações dentro dele”, afirma a atriz.
Despertar Corações
Um espetáculo de clima intimista, no qual o público é convidado a sentar-se no palco, mas que grita e consegue despertar corações desavisados: na era da globalização, cujo discurso central é a vida sem fronteira, existe um muro que sufoca e abafa uma realidade pouco vista nos noticiários. Erika conta que o Muro da Vergonha é vigiado por 150 mil soldados marroquinos e o percurso ainda apresenta uma infinidade de minas terrestres que, vez ou outra, provocam mortes entre os saharauis. O acampamento argelino fica próximo a Tindouf; ele existe desde 1975, quando houve a chamada “Marcha Verde” e a invasão do Reino Marroquino em seu antigo território, o Sahara Ocidental, que após a tomada desse país construiu um muro para que os saharauis não retornassem às suas terras.
A experiência inicial dessa realidade foi vivida pela atriz em agosto de 2007, quando ela participou do “II Encontro Ítalo-Brasileiro do Via Rosse Teatro, em Padova/It”. Erika tinha a intenção de ir à Itália falar sobre os exilados da ditadura militar brasileira. Mas, no meio do caminho, como disse certa vez o poeta Drummond, havia uma pedra, que ao tropeçar nela, a atriz foi além: “Nesse momento interrompi o trabalho que estava fazendo e reiniciei com essa nova pesquisa, com o intuito de fazer um levantamento sobre os exilados contemporâneos no mundo, com foco no povo Saharaui. E fui me envolvendo cada vez mais com o tema”, contou. No norte da Itália, em Reggio Emilia, as crianças exiladas do norte da África são levadas para que possam ter acesso a um check-up médico; essa ação é organizada pela Associazione Jaima Sahrawi. Lá, Erika pode, já em 2011, trabalhar como voluntária dando aulas de teatro e orientando as mesmas, durante todo o percurso na Itália, levando-as para conhecer o mar e o campo. Ali, o espetáculo “Exilius” já apresentava as primeiras formas, e ele, inclusive, foi apresentado aos saharauis, como contou a atriz.
Trajeto social
Erika nunca esteve no campo de refugiados, mas esteve entre eles de muitas outras formas, assumindo e seguindo com essas crianças, durante dois meses na Itália, um trajeto sanitário, educacional e artístico. Ela gostaria de ter viajado ao campo em dezembro de 2011, porém, no mês de outubro, houve um sequestro de três ativistas humanitários num acampamento de refugiados saharauis na Argélia Rabun (uma italiana – Rossela Urru e dois espanhóis da Associação Amigos del Pueblo Saharaui). Segundo a atriz, esse fato dramático abriu uma nova fase do conflito no Sahara Ocidental, a RASD e a Frente Polisario imediatamente após o rapto começaram a trabalhar com as autoridades responsáveis pela libertação de prisioneiros. No entando, Erika ainda não teve respostas concretas sobre o que houve e o resultado disso. “Dessa forma, a associação solicitou que nenhum cooperante viajasse enquanto o conflito não fosse resolvido”, alertou. Há uma nova possibilidade de viagem para o mês de abril de 2012.
Em cena uma atriz, vários personagens, um carrinho de mão, areia e cigarros. Antes do espectador se encontrar com a artista, ele tem a chance de transitar por uma exposição fotográfica, do deserto do Saara, feita pelo fotógrafo italiano Paolo Cattaneo, e registros da pesquisa de campo realizada pela atriz no período em que trabalhou com os saharauis na Itália, além de vídeos e ambientação sonora, elementos que ajudam a contar a história dos exilados saharauis.
Realidades
Aproximar realidades é o objetivo da instalação cênica “Exilius”, que contou com a direção sensível da atriz e pesquisadora do grupo Matula Teatro, Alice Possani. Já a dramaturgia foi construída a partir das provocações do diretor argentino Norberto Presta. “Exilius” é, como a própria atriz define, uma metáfora sobre a resistência, a identidade em movimento e as contradições de uma globalização que marginaliza. Foi uma forma encontrada por ela para que olhos fossem abertos: “Falou-se tanto do muro de Berlim e poucos conhecem o Muro da Vergonha. A única idéia é fazer-se conhecer, essa é a função do espetáculo e da instalação cênica”, diz ela.
Serviço:
O quê: Instalação Cênica “Exilius”
Aonde: Fábrica das Artes (Rua Cícero Jones, 146, em Americana)
Quando: domingo, 12, às 20h
Gênero: Drama
Faixa Etária: 12 anos
Realização: Grupo Matula Teatro, de Campinas
Direção: Alice Possani
Informações: 19 3014-1990
Ingressos: ‘tíquete cultura’ (paga o quanto puder)
Assessora de Comunicação do Matula em CUBA!
Drama: essa é uma palavra que persegue a assessora de comunicação do Grupo Matula Teatro, Amanda Cotrim. Do signo de Escorpião, com ascendente em Câncer e Lua em Peixes, a Amanda é, como ela mesma se define, pura emoção. E é em busca de novas emoções e divisores de água, que a nossa assessora de comunicação está de malas prontas para Cuba.
Amanda vai estudar os acontecimentos dramáticos, línea narrativa, personagem dramático, roteiro literário e muito mais. Tudo isso faz parte do curso ‘Roteiro para Cinema”, que ela fará na Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba, neste mês. Seu mestre será o Eliseo Altunaga- premiado escritor de romances, jornalista, ensaísta e roteirista de cinema, radio e televisão, considerado “mestre dos mestres do roteiro latino”. É chefe da cátedra de roteiro da EICTV e também professor do ISA (Instituto Superior de Arte de Cuba) e já ministrou oficinas de roteiro em diferentes países-. Dizem que viver a Escola de Cinema de Cuba é viver o tempo da juventude, dos sonhos, das convicções…e dos encontros….
A Amanda vai, mas volta e vai contar tudo pra gente!
Boa Viagem, Amanda!!
Evoé!
Matula(s)
AGDA hoje no Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2011
O espetáculo AGDA, parceria entre o Grupo Matula Teatro e a Boa Companhia concorre a uma das categorias do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2011!
Junto com os parceiros do Barracão Teatro (Campinas/SP), fomos indicados ao seguinte prêmio:
Trabalho apresentado no interior e litoral paulista: em sala convencional, rua ou espaço não convencional
1. “Lúdico Circo da Memória”, Corpo Estável de Teatro de Jundiaí
2. “Ditinho Curadô”, Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada
3. “Ubu Rei”, Cia. de Teatro Bocaccaccione (Ribeirão Preto)
4. “Diário Baldio”, Cia. Barracão (Campinas)
5. “A Noiva do Defunto”, Cia. Andaime (Piracicaba)
6. “Agda”, Boa Companhia e Grupo Matula Teatro (Campinas)
A comissão julgadora do Prêmio CPT 2011 foi composta por:
Evaristo Martins de Azevedo
Maria Tendlau
Roberto Rosa
Sebastião Milaré
Simone Grande
Alexandre Matte
Para nós a indicação desse prêmio elaborada por uma comissão desse porte já foi um grande reconhecimento de nosso trabalho. Estamos muito felizes de estar participando novamente do Prêmio CPT 2011. A primeira vez foi no ano passado, onde o espetáculo CHUVA PASMADA, concorreu na categoria Melhor Elenco para Alice Possani e nosso parceiro Eduardo Okamoto.
Para quem não conhece o espetáculo, aí vai o clipe:
A premiação acontece hoje, dia 06/02, às 20h, no Teatro Coletivo, na rua Consolação,1623, em São Paulo.
Boa sorte e vida longa a todos os espetáculos e grupos que estão participando!
Evoé!
Matula(s)
CIRCO K – A LARGADA
Esta semana damos início há um projeto muito especial: a trilogia Circo K!
Mais uma vez, ao lado de nossos Bons Companheiros, a saga do Artista da Fome, de Franz Kafka volta à cena em 3 novos formatos e em um novo espaço: uma lona de circo, a mesma utilizada em nosso espetáculo Gran Circo Máximo, dirigido por André Carreira.
Fazem parte da trilogia os seguintes espetáculos:
CIRCO K (nova versão de Mr K e Os artistas da fome), GALERIA 17 e GRAN CIRCO MÁXIMO: No primeiro, o auge do artista e sua sobrevivência, no segundo, a visão do público e no terceiro a precariedade e decadência do artista. Todos sob a direção de Verônica Fabrini
O projeto foi contemplado pelo edital de montagem do Procultura e tem estreia marcada para o início de junho. A temporada com os três espetáculos ficará em cartaz nos meses de junho e julho, na cidade de Campinas/SP.
Os ensaios começam nesta semana e só para dar um gostinho…compartilhamos aqui um trecho do conto Um artista da fome:

Um artista da Fome
“Nas últimas décadas o interesse pelos artistas da fome diminuiu bastante. Se antes compensava promover , por conta própria, grandes apresentações desse gênero, hoje isso é completamente impossível. Os tempos eram outros. (…) Embora para os adultos ele não passasse de um divertimento, no qual tomavam parte por causa da moda, as crianças olhavam com assombro, de boca aberta, uma segurando a mão da outra por insegurança, aquele homem pálido, de malha escura, as costelas extremamente que desdenhava até uma cadeira para ficar sentado sob a palha espalhada no chão: ora ele acenava polidamente com a cabeça, ora respondia com um sorriso forçado ás perguntas, esticando o braço pelas grades para que apalpassem a sua magreza e mergulhando outra vez dentro de si mesmo, sem se importar com ninguém, nem com a batida do relógio”. Franz Kafka
Ao longo desse processo criativo pretendemos compartilhar um pouco dessa aventura com vocês!
Até a próxima!
Matula(s)
















